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Como fazer MASSA DE EMPADA, é tão MACIA que derrete na boca, veja os INGREDIENTES

Como fazer MASSA DE EMPADA, é tão MACIA que derrete na boca, veja os INGREDIENTES

O universo da culinária brasileira é vasto e repleto de quitutes que conquistam o paladar e evocam memórias afetivas. Dentre eles, a empadinha ocupa um lugar de destaque, sendo um salgado onipresente em festas, lanches e reuniões. Com sua casquinha que desmancha na boca e o recheio suculento, a empadinha é a tradução da “massa podre” no seu melhor e mais saboroso estilo.

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Este artigo celebra a receita clássica dessa iguaria, focando na sua base fundamental: a massa, feita com a tradicional gordura vegetal hidrogenada, que garante a textura incrivelmente quebradiça e aveludada. Vamos explorar a história, a técnica e os segredos para masterizar a preparação dessa massa que, embora simples em seus ingredientes, é a chave para o sucesso de uma empadinha inesquecível.


📜 Raízes Históricas: A Jornada da Empada de Portugal ao Brasil

A origem exata da empada, ou “empadinha” em sua versão mini, é um tema que gera debate entre historiadores da culinária, mas seu berço é inegavelmente europeu, com forte influência da Península Ibérica.

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Do Pastelão Português à Empada de Caixa

A teoria mais aceita traça a ancestralidade da empada aos pastelões portugueses, que eram grandes tortas salgadas, consumidas na Europa durante a Idade Média. Estes pastelões não eram apenas um prato; muitas vezes, a massa servia como uma espécie de “caixa” ou recipiente, que protegia o recheio de carne (de caça, vaca ou porco) durante longas viagens ou banquetes.

No século XIX, com a evolução da culinária e o refinamento das técnicas, os pastelões ganharam versões reduzidas, ideais para o consumo individual. Estas porções menores ficaram conhecidas em Portugal como “empadas de caixa”.

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  • Etimologia: A própria palavra “empada” deriva do termo espanhol “empanada”, que, por sua vez, tem origem no latim panis (pão). O significado original se refere a uma iguaria envolta em massa de pão.

A Chegada ao Brasil e a Evolução da Massa

Com a colonização, os portugueses trouxeram para o Brasil o costume das tortas salgadas. No entanto, foi em terras brasileiras que a empada ganhou sua identidade própria, especialmente na versão mini que conhecemos hoje: a empadinha.

A massa tradicional brasileira, chamada de “massa podre” (um termo técnico que denota sua fragilidade e capacidade de desmanchar na boca), diferencia-se da massa folhada mais comum em algumas versões europeias. Essa massa se tornou incrivelmente popular pela facilidade de preparo e pela sua textura inconfundível, criada pelo alto teor de gordura.

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Embora a manteiga ou a banha de porco tenham sido usadas historicamente, o uso da gordura vegetal hidrogenada se popularizou no Brasil, principalmente no contexto comercial, por ser mais acessível, ter um ponto de fusão mais alto (o que ajuda a manter a estrutura da massa) e conferir a máxima “quebrabilidade”, a característica de desmanchar sem esforço, essencial para uma empadinha perfeita.

A empadinha consolidou-se no Brasil como um dos principais itens de finger food e petiscos de padaria, com o recheio de frango cremoso (o clássico) ou camarão sendo os mais amados.


🛠️ A Técnica da “Massa Podre”: Segredos da Receita Clássica

Como fazer MASSA DE EMPADA, é tão MACIA que derrete na boca, veja os INGREDIENTES

A beleza da massa de empadinha reside na simplicidade de seus ingredientes e na técnica de incorporação da gordura, que deve ser feita de forma a não desenvolver o glúten em excesso. O resultado é uma massa com pouca elasticidade, que não encolhe e é extremamente quebradiça.

📝 Ingredientes: A Base da Massa de Empadinha

  • 2 ovos inteiros
  • 250g de gordura vegetal hidrogenada (em temperatura ambiente, mas firme)
  • 500g de farinha de trigo (sem fermento)
  • 1 colher de sopa rasa de sal
  • gemas (para pincelar)

🥣 Modo de Preparo: O Toque do Mestre

O segredo para a textura da massa podre está na incorporação da gordura e na moderação ao sovar.

  1. Combinação dos Secos: Primeiramente, pegue uma tigela de tamanho médio. Adicione a farinha de trigo (500g) e a colher rasa de sal. Misture bem para distribuir o sal de maneira uniforme.
  2. Incorporação da Gordura: Acrescente a gordura vegetal hidrogenada (250g) cortada em cubos. Com as pontas dos dedos, comece a misturar a gordura à farinha. O objetivo é “esfarelar” a gordura na farinha até que a mistura se assemelhe a uma farofa grossa e úmida. Este passo é crucial, pois a gordura deve envolver os grãos de farinha para inibir a formação de longas cadeias de glúten.
  3. Adição dos Líquidos e Sova Mínima: Logo em seguida, acrescente os ovos inteiros (2 unidades). Comece a sovar com as mãos, pressionando a massa para uni-la. Adicione os ovos aos poucos, se necessário, garantindo a hidratação exata. Atenção: Sove apenas o suficiente para que a massa fique homogênea. O excesso de sova desenvolve o glúten, resultando em uma massa elástica, dura e que encolhe – o oposto da “massa podre” desejada.
  4. Descanso: A massa deve ser homogênea e maleável, mas ainda quebradiça. Deixe-a descansar por 20 minutos em temperatura ambiente ou levemente refrigerada. O descanso ajuda a relaxar o pouco glúten que foi desenvolvido, facilitando o manuseio.

👩‍🍳 Montagem e Assamento

  1. Forrar as Forminhas: Pegue pequenas porções de massa. Forre o fundo e a lateral de forminhas de empadinha (untadas com óleo, se não forem antiaderentes), pressionando com os dedos. A espessura da massa deve ser uniforme e fina.
  2. Recheio e Fechamento: Adicione o seu tempero (o recheio, que pode ser frango, palmito, camarão, etc.) já pronto e frio. Reserve cerca de 1/3 da massa para fazer as tampinhas.
  3. Preparação da Tampa: Abra a massa reservada com um rolo ou achate na palma da mão e corte discos para cobrir as empadinhas. Pressione as bordas levemente para selar o recheio.
  4. Pincelar e Assar: Pincele a superfície de cada empadinha com a gema batida. Isso garante a cor dourada e brilhante característica. Leve ao forno pré-aquecido a $180^{\circ}\text{C}$ a $200^{\circ}\text{C}$ por aproximadamente 30 a 40 minutos, ou até que a massa esteja completamente dourada e firme.

💡 Dicas de Mestre e Perguntas Frequentes (FAQ)

Apesar da facilidade aparente, a massa de empadinha tem seus truques. Aqui estão algumas dicas essenciais e respostas para as dúvidas mais comuns:

Dicas de Ouro para uma Empadinha de Sucesso

  • A Temperatura da Gordura: A gordura vegetal hidrogenada deve estar firme (temperatura ambiente, mas não derretida) para que possa ser “esfarelada” na farinha. Se estiver muito mole, a massa fica pegajosa. Se estiver muito dura (gelada), fica difícil de incorporar.
  • Não Sove Demais: Este é o erro mais comum. O objetivo é apenas misturar até que a massa se una. O excesso de sova desenvolve glúten, o que faz a massa encolher no forno e perder sua característica quebradiça.
  • O Recheio: O recheio deve estar sempre frio e com pouca umidade. Um recheio quente ou muito líquido pode amolecer a massa da base e comprometer o resultado final, deixando a empadinha “soggy” (encharcada).
  • Refrigerar para Não Encolher: Se o clima estiver muito quente ou a massa estiver difícil de manusear, refrigere-a por mais 30 minutos antes de forrar as forminhas. Isso ajuda a relaxar a gordura e o glúten, evitando que a empadinha encolha no forno.
  • O Papel do Sal: A colher de sal não serve apenas para temperar. O sal tem um papel importante no controle da ação do glúten.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Massa de Empadinha Clássica

1. O que é “massa podre” e por que ela tem esse nome?

O termo “massa podre” é uma designação técnica na culinária (também conhecida como pâte brisée) que descreve uma massa de textura quebradiça ou esfarelenta. O nome “podre” não se refere a algo estragado, mas sim à sua fragilidade – ela “se desfaz” ou “desmancha” facilmente na boca. Essa característica se deve à alta proporção de gordura na receita, que impede a hidratação completa da farinha e, consequentemente, o desenvolvimento excessivo do glúten.

2. Qual a função da gordura vegetal hidrogenada e posso substituí-la?

A gordura vegetal hidrogenada é crucial nesta receita por conferir a máxima “quebrabilidade” à massa, resultando naquela textura que desmancha na boca. Ela também é mais estável no forno, ajudando a empadinha a manter a forma. Você pode substituir por manteiga (que dará mais sabor, mas pode encolher levemente) ou margarina com alto teor de gordura (acima de 70%), mas o resultado clássico da massa podre é frequentemente associado à gordura vegetal.

3. Por que minha massa de empadinha está elástica e encolhe no forno?

O encolhimento e a elasticidade são causados, quase sempre, pelo excesso de sova. A massa de empadinha deve ser trabalhada apenas o suficiente para que os ingredientes se unam. Sovar demais desenvolve o glúten da farinha, transformando a massa de “podre” (quebradiça) em elástica (como massa de pão), o que a faz encolher durante o cozimento. Certifique-se de sovar o mínimo e dar o descanso indicado de 20 minutos.

4. O que devo fazer se o meu recheio deixar a base da empadinha molhada (encharcada)?

Este problema é comum e ocorre quando o recheio está muito úmido ou é adicionado quente. O recheio deve estar frio e ter a mínima umidade possível antes de ser colocado na forminha. Se o seu recheio for muito cremoso (como frango com requeijão), garanta que ele tenha engrossado bem e resfriado antes de usar. A umidade excessiva do recheio irá cozinhar a massa de baixo em vez de assá-la.

5. Qual a temperatura ideal do forno e por quanto tempo devo assar as empadinhas?

O forno deve estar pré-aquecido a uma temperatura moderada a alta, idealmente entre o tempo de cozimento varia de 30 a 40 minutos, dependendo do seu forno e do tamanho das forminhas. As empadinhas estarão prontas quando a massa estiver completamente dourada e firme.

6. Posso congelar a massa ou as empadinhas prontas?

Sim. A massa crua pode ser embrulhada em filme plástico e congelada por até 3 meses. Descongele-a lentamente na geladeira antes de usar. As empadinhas já montadas e cruas também podem ser congeladas. Se congelar cruas, pincele a gema logo antes de levá-las ao forno.

Conclusão: O Charme Duradouro do Pequeno Tesouro Salgado

A empadinha, com sua humilde origem nos grandes pastelões europeus, tornou-se um ícone da culinária brasileira de lanchonetes e festas. Dominar a receita da sua massa é dominar o coração desse quitute.

A combinação de ingredientes simples – farinha, sal, ovos e, crucialmente, a gordura vegetal – exige apenas o toque certo das mãos e o controle do tempo. Ao seguir os passos da sova mínima e do descanso adequado, você garante a textura aveludada e desmanchante que faz a fama da massa podre. Mais do que um salgado, a empadinha é um convite à celebração e ao sabor caseiro, sendo um pequeno tesouro dourado que continua a conquistar gerações.

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